A cultura do “jeitinho brasileiro” está profundamente enraizada em muitas organizações. Pequenas práticas informais, aparentemente inofensivas, como ajustes no controle de ponto ou concessão desigual de benefícios, podem ter consequências devastadoras.
Como o ‘jeitinho’ impacta o compliance trabalhista?
Essas práticas criam um ambiente de insegurança jurídica e desmotivação entre os colaboradores. Exemplos típicos incluem:
- Jornada irregular: Permitir que colaboradores trabalhem sem registrar horas extras ou alterem informalmente seus horários.
- Concessão inadequada de férias: Dividir férias em períodos menores do que o permitido pela lei, sem formalização.
- Pagamentos “por fora”: Adicionar valores ao salário sem registro na folha, comprometendo direitos trabalhistas.
Riscos para a empresa
Além de desrespeitar a legislação, o “jeitinho” aumenta o risco de ações trabalhistas, multas e danos à reputação corporativa. Um colaborador insatisfeito pode denunciar práticas irregulares aos órgãos fiscalizadores, gerando custos significativos.
Como combater o ‘jeitinho’ no ambiente corporativo?
- Treinamentos regulares: Eduque os colaboradores sobre as consequências legais e éticas do descumprimento das normas trabalhistas.
- Políticas rígidas e bem divulgadas: As regras internas devem ser claras, acessíveis e aplicáveis a todos, sem exceções.
- Liderança exemplar: Líderes precisam demonstrar comprometimento em seguir e aplicar as políticas de compliance.
Empresas que eliminam a cultura do “jeitinho” criam um ambiente de trabalho mais confiável, ético e alinhado à legislação.
Dr. Leandro Jesuíno da Silva
OAB/PR 65.596 | OAB/SP 504.949
Advogado com ampla experiência em Direito Trabalhista Empresarial, especializado em Compliance Corporativo e Gestão de Riscos. Reconhecido por sua atuação estratégica na implementação de programas de integridade, códigos de ética e conduta, e políticas corporativas, voltadas à conformidade com a legislação trabalhista e à governança empresarial.